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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

As mídias e a obesidade

O aumento crescente de tempo em que as crianças e os adolescentes passam ligados às mídias foi associado ao aumento da obesidade entre os jovens nos últimos anos. Este interessante artigo vai mais além, tentando associar outros fatores.
De acordo com um estudo chamado “Características do uso de mídia associado ao aumento do IMC em Adolescentes Jovens”, a quantidade de tempo que os jovens assistem TV desempenha um papel fundamental na relação do indice de massa corporal (IMC).
Os pesquisadores analisaram 91 adolescentes com idades entre 13 a 15 anos, medindo o peso e a altura para calcular o IMC. Eles tinham que marcar as horas diante da mídia escolhida durante a semana (uso de televisão, computadores e jogos de vídeo em telas fixas, bem como móveis). Eles também usaram um computador de mão para relatar o que faziam em momentos aleatórios ao longo do estudo. 
Isso sinalizou no que os adolescentes prestavam atenção e a atividade que eles se dedicavam mais, por exemplo, esportes.
Os participantes relataram que assistiram TV, em média, por 3 horas ao dia. Independentemente do tipo de tela ou de mídia utilizada, a quantidade de tempo gasto não foi associada ao IMC. Porém, o prestar atenção à televisão estava relacionado a ter um IMC mais elevado e não houve associação entre ele e a atenção aos jogos de vídeo ou computadores. 
Os autores colocaram várias explicações possíveis para essa associação, incluindo os efeitos de anúncios de TV de alto teor calórico, de alimentos com valores nutricionais questionáveis, e do hábito de comer enquanto acompanha a programação, o que distrai os sinais naturais que o corpo dá quando se está com fome ou satisfeito.
Este estudo utilizou um novo método de pesquisa que leva um intenso olhar, momento a momento, da maneira como os jovens usam meios eletrônicos na rotina, o que tem sido desenvolvido para investigar ligações entre a exposição física e mental, e as questões sociais de saúde entre crianças e adolescentes.
Por Dr. José Luiz Setúbal

domingo, 14 de julho de 2013

Não urine na piscina

Piscina pública na China, durante o verão
O assunto ganhou espaço quando Ryan Lochte e suas “célebres entrevistas: revelou que usualmente faz isso no treinamento. Depois alguns atletas olímpicos americanos deram entrevistas falando de forma divertida do assunto. A USA Swimming não gostou  nada e incluiu um artigo no seu newsletter semanal criticando quem faz isso.
Nos anos 70, um aviso era muito popular nas piscinas públicas americanas: “We don’t swim in your toilet, please don’t pee in our pool”.
O artigo da USA Swimming destaca que o que deixa o cheiro forte no corpo dos nadadores não vem do cloro da piscina e sim do cloramine. Dois elementos para incrementar o cheiro são: urinar na piscina ou utilizá-la sem prévio banho de chuveiro.
Outro elemento citado no artigo fala da má qualidade de ar nas piscinas cobertas é incrementado pela urina na água. Entre os números mencionados, uma pessoa urinando na piscina afeta cerca de 37 mil litros por um período de 12 dias. Calculando para uma piscina de 50 metros ser afetada de forma substancial precisariam cerca de 90 pessoas urinando, o que para um centro aquático movimentado não parece ser muito difícil acontecer.
O principal fator neste processo é educar aos nadadores e mostrar a importância da higiene e qualidade da água evitando esta prática.
Fonte: bestswimming

sábado, 6 de julho de 2013

4 coisas que todo filho gostaria que os pais soubessem

Preste atenção em mim, e não apenas no que estou fazendo de errado.
Claro que você quer educá-lo da melhor forma possível, e o tempo todo está fazendo isso, mas divida o tempo que fica com ele para apenas... CURTI-LO! Não importa a quantidade de horas que você está ao lado dele (mesmo!), mas, sim, o que acontece durante esse período. Seja espontâneo. Se você não é do tipo que rola no chão, há diversas outras formas de você mostrar que se preocupa com ele, como um bom bate-papo, um jogo de videogame, um livro lido a dois. O que faz diferença é você estar inteiro naquela hora.
Não me peça para ficar quieto quando estou com raiva, permita que eu fale o que estou sentindo.
É difícil mesmo ver como seu filho tão pequeno pode estar tão abalado com alguma situação de que não gostou. Mas explodir e não deixar a criança expressar o que está sentindo faz com que ela se sinta desamparada por perceber a ira dos pais. Assim, ele se vê obrigado a guardar aquele sentimento para não ver os pais bravos. Isso pode trazer problemas de comportamento no futuro ou, ainda, regressões em seu desenvolvimento, como voltar a sujar as calças quando já largou as fraldas. Ajude a criança a lidar com a raiva, por meio do diálogo e do seu amor.
Eu já sei que errei e estou arrependido. Não precisa ficar tão bravo comigo.
A ocasião mais complicada para dar uma punição em uma criança por mau comportamento é quando ela já está realmente arrependida do que fez. Se ela ficou triste com sua atitude errada, isso significa que sua consciência está viva e sadia. Além do que ela aprendeu errando. Ter essa consciência é o melhor impedimento para a repetição do erro. Ao perdoá-la, você ensinando-a a lidar com a culpa e aprendendo o sentimento de perdão. Nesses momentos a criança entende que você se preocupa com ela e o ama muito, independente do que possa acontecer. Isso é amor incondicional.
Eu sei que você quer me proteger, mas eu posso tomar algumas decisões e ajudar em diversas coisas no dia a dia. Basta você me ensinar.

Aos poucos, você pode ajudar o seu filho a fazer as suas próprias escolhas em coisas simples, como escolher o tênis que quer usar, a escova de dentes do Batman ou do Buzz Lightyear. Toda vez que você deixa seu filho tomar uma decisão, ele sente que tem mais controle sobre sua vida, e é positivo. Ele vai passar a cooperar ainda mais para conseguir o controle que está constantemente procurando. Além disso, há muitas tarefas que a criança pode assumir, não só para ajudá-lo em casa, mas porque ele se sente importante em poder contribuir. Ele simplesmente precisa de você para lhe ensinar como fazê-las, seja na hora de arrumar a mesa, as gavetas, alimentar os animais de estimação.
Fonte: Revista Crescer

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Jovens se alimentam mal, se exercitam pouco e assistem TV em excesso

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) divulgada nesta quarta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os adolescentes brasileiros se alimentam mal, assistem TV demais e se exercitam pouco. 

Doces, balas e chocolates estão em terceiro lugar no consumo dos estudantes, atrás apenas do feijão e do leite e à frente de frutas e hortaliças. Quatro em cada dez adolescentes comem guloseimas cinco dias ou mais por semana, e apenas três em cada dez comem frutas com a mesma frequência. O resultado fica mais surpreendente com a informação de que apenas 22,8% dos alunos das escolas públicas comem os alimentos oferecidos nas escolas, apesar de 98% terem acesso a refeições oferecidas pela rede de ensino.

Em relação aos exercícios físicos, apenas três em cada dez adolescentes são considerados ativos (uma hora de atividade física em cinco dias por semana). Quase oito (78%) em cada dez adolescentes assistem televisão durante pelo menos duas horas por dia, tempo considerado excessivo pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera o hábito um indicador de sedentarismo. A OMS alerta que o tempo em frente à TV está associado ao consumo de alimentos calóricos, como refrigerantes, e ao baixo consumo de frutas e vegetais, além de pouco gasto de energia. O indicado para a saúde desses jovens são 300 minutos ou mais de exercício físico por semana, além de apenas uma ou duas horas em frente à TV. 
Fonte : Portal da Educação Física

segunda-feira, 3 de junho de 2013

ONG Criança Segura lança guia para incentivar pais a conduzir as crianças a pé para a escola

A ONG Criança Segura acaba de lançar no Brasil o guia Ônibus a Pé.

O projeto, já conhecido mundialmente como Walking Bus, incentiva pais, mães, familiares, responsáveis e voluntários a conduzir as crianças até a escola a pé, de maneira segura e alternativa.

A ideia nasceu na Inglaterra e já é bem difundida na Nova Zelândia e em países da Europa e América do Norte. Funciona assim: as crianças são recolhidas nos pontos de parada do Ônibus a Pé nos horários estabelecidos e caminham em pares usando coletes com cores bem chamativas que geram alta visibilidade.
Os monitores voluntários responsáveis pela segurança de todos durante o trajeto, compartilham basicamente duas responsabilidades: um que vai à frente tendo a função de “motorista” e outro que segue atrás desempenhando o papel de “monitor”.

O objetivo é incentivar a ida a pé até a escola, de forma segura para as crianças, reduzindo o congestionamento ao redor da escola e ainda motivar as crianças a caminhar, incentivando um estilo de vida mais saudável e seguro para as crianças.

Com a publicação, a ONG pretende incentivar voluntários a adotar o sistema, além de ensinar o passo a passo do projeto, desde o planejamento dos trajetos e horários, controle de riscos do percurso, envolvimento das crianças até o treinamento dos voluntários que vão conduzir o grupo.

Para fazer o download do guia, clique aqui.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A importância de ter um melhor amigo na infância

Ben Thomas, diretor da escola Thomas’s London Day, em Londres, causou polêmica entre pais de alunos no início do mês ao afirmar que crianças não deveriam ter melhores amigos. Segundo ele, “é possível desenvolver amizades muito possessivas, e é muito mais fácil se as crianças puderem dividir os amigos e ter vários bons companheiros em vez de criar uma obsessão em torno do melhor amigo”. Ben também disse que gostaria de transformar sua ideia em política escolar, incentivando crianças de 4 a 10 anos a não se apegarem demais a um colega de classe.
À primeira vista, os argumentos do diretor até parecem fazer sentido, mas será que isso funciona na prática? De acordo com a psicóloga Rita Calegari, do Hospital São Camilo (SP), provavelmente não. “Os pais não podem efetivamente impedir que os filhos desenvolvam esses laços especiais. O melhor amigo não é uma opção, é um comportamento natural do desenvolvimento da criança”, diz a especialista.Se o seu filho tem um melhor amigo, você deve encarar isso como um sinal positivo e estimular o estreitamento desses laços. Isso porque significa que ele está criando vínculos saudáveis e, melhor ainda, com pessoas que estão fora de seu círculo familiar. Segundo Rita, no caso de crianças pequenas, o melhor amigo não necessariamente é uma pessoa – pode ser um brinquedo! “É o apego a algo que está fora de você e que sai do ambiente privado da família. O melhor amigo pode ser o primeiro passo que a criança dá no sentido do outro, de buscar o mundo”, explica a psicóloga.
Ao falar sobre o problema que amizades muito próximas trazem, Ben comentou que “amizades obsessivas” também podem machucar uma terceira criança, que fica fora daquele círculo, e que esse ostracismo seria tão doloroso quanto bullying. Mas, para Rita, mais uma vez, é o tipo de situação que os pais e educadores não podem – nem devem – excluir da vida dos filhos ou alunos. “Isso é a vida como ela é. Às vezes você quer ser melhor amigo de alguém e não consegue, porque o melhor amigo não se adquire, se conquista, e às vezes por mais esforço que você faça isso não acontece. Aí vem a frustração, baixa auto estima, coisas difíceis de lidar, mas a criança precisa entender que o mundo é assim mesmo. E quanto mais cedo ela aprende que aquilo não mata, melhor”.
Essas frustrações também podem aparecer mesmo entre os melhores amigos. Afinal, nem as relações infantis são feitas só de coisas boas. As crianças podem brigar, sentir ciúmes uma da outra ou até mesmo sofrer uma separação dolorosa porque uma delas muda de cidade. E ambas terão que aprender a lidar com esses sentimentos.
No meio de tantas emoções, o papel da família, principalmente dos pais, é dar o apoio emocional para a criança. Se algo ruim acontecer, seja porque a criança foi magoada por seu melhor amigo ou porque ela foi excluída do grupo de melhores amigos no qual gostaria de estar, os familiares precisam saber o que está acontecendo. A partir daí, devem explicar que durante a vida será normal passar por situações como essa. O mais importante é não apontar um culpado e incentivar a criança a perdoar. Se os próprios pais não souberem como agir, não precisam esconder sua fraqueza. Algo como “a mamãe também não sabe como diminuir a sua dor, mas nós vamos passar por esse momento juntos e descobrir como resolver esse problema” com certeza já fará seu filho se sentir melhor. Lembre-se: mentir, nunca! Por exemplo, se o amigo do seu filho está indo para outra cidade, não alimente suas esperanças de que ele voltará em breve, mas vocês podem combinar de visitá-lo.
Outro cuidado que os pais devem ter quando se trata do melhor amigo é não alimentar apenas essa relação. Se a criança têm suas preferências, ótimo, mas os pais não precisam incentivar a exclusividade. Até porque essa preferência provavelmente vai mudar conforme a criança cresce. Nesse sentido, vale adaptar o conselho do diretor Ben Thomas: você pode ter um melhor amigo, desde que não esqueça dos outros bons amigos. E você, se lembra do melhor amigo da sua infância?
Fonte: Revista Crescer

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O Esporte e a Personalidade

A personalidade é um termo utilizado na descrição das características e dos costumes comportamentais das pessoas. Referem-se às qualidades, propriedades, atributos ou traços pessoais que distinguem o atleta de outras pessoas. Ela é um produto de interação com o ambiente, especialmente com o ambiente social. A criança adquire controle emocional, independência, autoconfiança e coragem durante seu vigoroso contato social.
Tanto os pais como os amigos geram influências sobre o desenvolvimento físico e mental e sobre a personalidade da criança. Hereditariedade, tamanho físico, grau de maturidade, pressão adulta e grau de sucesso são influências diretas ou indiretas sobre a quantidade e direção do desenvolvimento da personalidade. Quando falamos de esportes, a posição e o prestígio social do atleta bem-sucedido também tende a desenvolver os traços de autoconfiança, liderança, domínio, extroversão e adaptação social.
Por iniciarem a prática esportiva numa idade em que não possuem total formação da personalidade, certamente as crianças e os adolescentes sofrerão maior influência do esporte no desenvolvimento desta do que os atletas adultos. É preciso ter em mente que, além do esporte de alto nível, a criança atleta também possui sua formação de personalidade influenciada pelo ambiente escolar, pela família e pela recreação (amigos, diversão). Os pais, muitas vezes, exercem sobre os filhos um apoio exagerado, criando traços de personalidade negativos, tais como: ambições exageradas, pressão do sucesso, medo de cobrança do rendimento e da pressão social.
Um grande problema que os pais enfrentam ao lidar com esse assunto, diz respeito à definição da idade e dos níveis técnicos que caracterizam uma criança como atleta. É provável que as tensões da competição exerçam uma influência mais profunda sobre a personalidade da criança, do que acontece quando adultos são expostos a uma atividade competitiva. A possibilidade de que a participação contínua no esporte competitivo possa  diminuir o interesse infantil pelo próprio esporte tem preocupado muito os profissionais da área. A personalidade do técnico, se for diferente daquela de figuras de autoridade no passado da criança, também pode influenciar e causar tensão no contexto esportivo.
Segundo vários pesquisadores, os efeitos positivos da prática esportiva na evolução psicológica da criança são:
• Formação e Integração do EU;
• Desenvolvimento da Identidade própria;
• Conquista da Estabilidade;
• Integração social.
Assim sendo, quando as crianças têm a possibilidade de experimentar amplamente durante o jogo as regras sociais e aprender as técnicas, constitui-se um fator essencial para uma adaptação positiva a mais ampla sociedade em sua vida adulta.
Portanto, mais uma vez, entra em questão o equilíbrio: esporte para crianças é extremamente benéfico, porém sem exageros e cobranças!
Texto de : Maria Helena S. Castro

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Crianças vítimas de maus-tratos têm maior risco de obesidade

Segundo um estudo realizado na King’s Colllege, de Londres, crianças que sofreram maus-tratos são 36% mais propensas a serem obesas na idade adulta. 
De acordo com a pesquisa, cada sete crianças poupadas ou tratadas das sequelas psíquicas dos maus-tratos, um adulto deixa de ser obeso. Os pesquisadores analisaram dados de 190.285 pessoas de 41 estudos feitos em todo o mundo. Além das consequências em longo prazo para a saúde mental, casos graves de maus-tratos na infância - abuso físico, sexual ou emocional - afetam a saúde física. Embora estudos com animais já tenham demonstrado que o estresse em idade precoce aumenta o risco de obesidade, tal evidência em estudos populacionais ainda era inconsistente. Este novo estudo analisou exaustivamente, de acordo com comunicado da King College, as provas de todos os estudos populacionais existentes para explorar as potenciais fontes de inconsistência. O estudo foi publicado no site da instituição.
Fonte : Portal da Educação Física

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Videogames com sensores de movimento podem melhorar saúde de crianças

A obesidade e o sedentarismo se tornaram um problema comum não só em adultos, mas também em crianças. Um estudo publicado nesta sexta-feira no periódico The Journal of Pediatrics, no entanto, aponta um caminho divertido para driblar o problema em crianças. Segundo a pesquisa, videogames com sensores de movimento, ou "ativos" (conhecidos como exergaming, mistura de “exercise” e “gaming”), podem ser uma forma de exercício alternativa para combater o sedentarismo. Esses videogames são aqueles em que o jogador controla o jogo com os movimentos do corpo (como o Wii, da Nintendo, e o Xbox-Kinect, da Microsoft) e, assim, acaba se exercitando.

Participaram do estudo 15 crianças de 9 a 11 anos de idade, que realizaram 15 minutos de atividade intensa em um desses videogames (uma corrida de 200 metros, com o Kinect), depois de baixa intensidade (boliche, também no Kinect) e, por fim, fizeram exercícios em uma esteira ergométrica. Os pesquisadores avaliaram, em cada tido de atividade, qual foi o gasto energético e a resposta vascular — por meio da vasodilatação fluxo-mediada, VFM, medida utilizada para avaliar a saúde vascular em crianças.

Os resultados mostraram que o jogo de alta intensidade provocou um gasto de energia equivalente a exercícios físicos de intensidade moderada. Já o jogo de baixa intensidade, um gasto energético semelhante ao de uma atividade física de baixa intensidade. O jogo de alta intensidade, por sua vez, também provocou uma redução da VFM, o que sugere que ele pode ser benéfico para a saúde vascular das crianças.

Alternativa — Os participantes relataram, ainda, níveis de divertimento parecidos ao realizar as duas intensidades de exergaming. Para os autores, isso indica que as crianças podem ser estimuladas a continuar realizando atividades com níveis de intensidade mais altas nos jogos.

“Os jogos ativos de alta intensidade podem ser uma boa forma de atividade para que as crianças obtenham benefícios para a saúde em longo prazo”, afirma Louise Naylor, uma das pesquisadoras do estudo. Para os autores, os jogos ativos de videogame devem ser considerados uma forma de incentivar as crianças a serem mais ativas.

Matéria publicada em portal Revista Veja São Paulo

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Límites

A disciplina deve ser imposta de acordo
com o tipo de criança e com a idade
Se você já está neste nível de saturação, já perdeu o controle sobre o que pode acontecer, é melhor mandar todos saírem de perto porque vem bomba! As mães são cobradas, muito cobradas: "você precisa dar limites!" Mas como? Esta é a questão...
Tem mãe espancando filho, gritando, castigando, enlouquecendo!E o filho: “Tô nem aí...”. Seguem aqui algumas dicas para ajudar a dar limites mais precisos:
1) Sim é sim. Não é não. Mesmo que você esteja errada. O“vou pensar”, o “talvez”, o “hoje sim e amanhã não”, não existem para a crianças em limites.
2) Se você errou, peça desculpas, reconheça o seu erro, mas mantenha a sua palavra. Da próxima vez, pense melhor.
3) A disciplina deve ser imposta de acordo com o tipo de criança e com a idade. Se ela for muito sensível ou pequena, cuidado com o que falar ou fizer.
4) Lembre-se de que a criança só compreende o significado moral das regras a partir dos 6 anos. Então de nada adianta colocar um bebê de 3 anos de castigo, para que ele pense sobre o seu erro. Isso só serve para você conseguir algum tempinho de descanso. Se ele aceitar ficar lá!
5) Deixe de assistir Supernanny e os outros programas similares!
6) A criança pequena obedece para que você fique feliz com ela. Se você mostrar que determinado comportamento te deixa triste e se você o ignorar,é o suficiente para que ela aceite o limite.
7) Nunca humilhe o seu filho na frente dos outros, porém não deixe de repreendê-lo na hora!
8) Seja um bom modelo. Aceite limites, saiba lidar com as suas próprias frustrações.
9) Nunca coloque em jogo o amor que você sente pelo seu filho. Diga-lhe que você não gosta de certos comportamentos que ele tem, mostre que está brava, mas deixe claro que assim mesmo o ama.
10) Castigos longos não servem para nada. Os castigos só funcionam se forem educativos e não punitivos. Devem ter coerência e ligação como comportamento errado. Por exemplo: se o seu filho sujou a parede, pegue-o pelo braço e faça-o limpar.
11) Castigos físicos só servem para descarregar a sua raiva e muitas vezes fazem com que você sinta culpa. Além disso, você passa a mensagem de que acredita no poder da agressão.
12) Dê uma olhada para dentro de você, antes de se queixar do seu filho. O que você está fazendo, para que ele esteja assim?
13) Veja também se não está um pouco acomodada, deixando as coisas acontecerem porque não aguenta mais os chiliques das crianças.
14) Retome sempre a sua autoridade. Não deixe as coisas para que o pai resolva quando chegar. Isso é um atestado de incompetência.
15) Haja sempre de forma coerente com o que você pensa. Nãose deixe guiar pelos valores dos outros.
16) Não tenha medo de enfrentar o seu filho, sempre que necessário.
17) Dê limites, mas faça isso SEM CULPA. A minha avó dizia que era melhor que os filhos chorassem diante do não, do que ela... De arrependimento.
Boa sorte! Confie no seu “taco”. Um sorriso largo e sincero.
Texto de : Elizabeth Monteiro
Elizabeth Monteiro é Pedagoga, Psicóloga e Escritora dos livros: Criando Filhos em Tempos Difíceis Criando Adolescentes em tempos Difíceis; A Culpa é da Mãe CRP 06/ 36.126-4

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Convivência entre Pais & Atletas

"Ame nadar, antes de amar vencer. Ao perder o atleta que ama nadar
se renova e continua; aquele que ama a vitória ao perder abandona
o esporte". (Prof.Joel Moraes)
Convivência entre Pais & Atletas no universo esportivo não é uma tarefa nada simples. Confira slides da palestra do Prof. Joel Moraes sobre um dos principais pilares do esporte.

Adultos com Transtorno de Déficit de Atenção

O déficit de atenção e a hiperatividade são motivos de muita discussão e polêmicas nos dias de hoje. Neste artigo publicado em abril na revista Pediatrics, é apresentado uma nova visão que pode também trazer boas discussões.
Um estudo que acompanhou crianças diagnosticadas com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) na idade adulta descobriu que quase 30% delas continuaram a ter TDAH aos 27 anos e, mais da metade, tinha outro transtorno psiquiátrico.
O estudo “Mortalidade, TDAH, e adversidade psicossocial em adultos com TDAH na infância: um estudo prospectivo“, avaliou 232 adultos de Rochester, Minnesota, que foram diagnosticados com TDAH quando crianças. Eles foram comparados aos adultos que fizeram e não obtiveram um diagnóstico de TDAH na infância.
Dos 232 adultos com TDAH na infância, 68 (29,3%) preencheram os critérios para TDAH na idade dos 27 anos. Quase 57% dos adultos inclusos neste quadro tinham outro transtorno psiquiátrico ao ficarem mais velhos. Entre aqueles que não tiveram TDAH quando crianças, 35 % tinham um transtorno psiquiátrico.
A mortalidade por suicídio era quase 5 vezes maior entre os casos de TDAH na infância. Autores do estudo concluem que o TDAH não deve mais ser visto como um distúrbio que afeta, principalmente, o comportamento e a aprendizagem das crianças, mas deve ser vista como uma condição de saúde com implicações ao longo da vida e da necessidade eficaz de  tratamento.
Por Dr. José Luiz Setúbal

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Por que a rotina é importante para o seu filho ?

Ter uma rotina é uma das coisas que ajudam você a não enlouquecer, mas para o seu filho isso é ainda mais significativo. Ela ajuda no seu desenvolvimento, mental e físico, além de ser útil para uma vida mais equilibrada. Agora e quando se tornar adulto. Veja abaixo por quê:

1. Quanto antes tiver horários regrados, melhor. Quando você espera ele acordar sozinho de noite, mas interrompe as sonecas do dia, ele aprende que deve dormir mais quando está escuro e comer e brincar quando está claro. Após os 6 meses, regras para dormir, comer e brincar ajudam o corpo a regular o ciclo circadiano, que corresponde ao que ocorre no corpo humano no período de 24 horas, como a produção de hormônios. Um dos mais conhecidos e importantes para seu filho é o do crescimento, produzido durante a noite, na fase do sono profundo.

2. Diabetes, hipertensão, infarto e obesidade. Todos problemas que podem começar na infância. Se a criança não tem hora certa para comer e ingere muitos alimentos industrializadas e guloseimas, amplia os riscos de desenvolver essas doenças. Ainda na infância, ela pode sentir dificuldade para ir ao banheiro se nunca souber o horário em que irá comer ou o que fará na hora seguinte. O organismo também precisa de tranquilidade para funcionar bem.

3. As crianças precisam de segurança e a rotina traz isso. Desde o bebê que conhece um mundo novo e fica mais tranquilo quando começa a aprender o que vai acontecer até os mais velhos, que não sentem medo por saberem que serão buscados na escola todos os dias.

4. Quando existe um ritmo esperado para as atividades do dia, fica mais fácil notar algo estranho. Se seu filho costuma comer bem no café da manhã ou tem um pique incrível para brincar no fim da tarde e não agir assim, você desconfiará que algo não vai bem. Aí poderá ligar logo para o pediatra ou conversar para ver se ele está chateado com alguma coisa.

Fontes: Blenda Oliveira, psicóloga da Casa Movimento (SP), Nilton Kiesel Filho, pediatra do Hospital Pequeno Príncipe (SP), Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo (SP)

terça-feira, 7 de maio de 2013

Mentira de Criança : Como lidar ?

Os motivos para a mentira acontecer são muitos. Vão desde insegurança e autoestima ferida, até repetição de um comportamento que a criança aprende pela vivência no mundo dos adultos: mentir para não magoar o outro. Confira quais são as causas mais frequentes para a mentira infantil e saiba lidar com cada uma delas:
1. Medo da autoridade
É um recurso da criança quando quer evitar problemas e punições por ter feito algo de errado. Diz que não foi ela, incrimina o cachorro, o vizinho, o passarinho, faz de tudo para não ser descoberta.
>>MELHOR FORMA DE AGIR: converse com calma, sem levantar a voz, para que ela confie em você e não reaja por medo. Diga quanto é importante assumir um erro. Ambientes muito rígidos levam a criança a mentir ainda mais.
2. Contar vantagem
Mentir como forma de compensar os limites e as impotências do dia a dia é bastante comum. Pode acontecer em uma situação simples como, por exemplo, quando a criança tem na escola um amigo que corre muito mais rápido do que ela. Para se autoafirmar, conta feitos que nunca realizou. Esse tipo de situação varia muito conforme quem “assiste” à mentira contada. Se a criança entender isso como um valor, ou seja, como algo de retorno de atenção fácil, ela pode permanecer com o hábito para a vida toda. E o grave é que, em um ambiente social adulto, a mentira fica mais evidente e perigosa.
>>MELHOR FORMA DE AGIR: trabalhe com a criança as características que ela tem. Procure salientar como ela desenha bem, por exemplo, e diga que tudo bem se ela não correr tão rápido: afinal, ela ainda pode admirar o amigo veloz. O mais válido nesse caso é ela entender que você a ama e que ela não precisa ser a melhor, a mais inteligente ou a mais rápida, pois tem o amor dos pais do jeito que é.
3. Proteger a própria imagem
A imagem da criança “boazinha” ou bacana, que se dá bem nas situações ou realiza suas conquistas, está impregnada em nosso dia a dia, mesmo que os pais lidem com isso de forma equilibrada. Por isso, essa preocupação com a própria imagem pode acontecer perante os pais ou a autoridade (professor, babá, avós etc.), os amigos e diante de si mesmo. Ela quer ser querida por todos.
>>MELHOR FORMA DE AGIR: tenha cautela ao falar com a criança. Procure não humilhá-la chamando-a de “mentirosa” ou apontando seus erros. Tente focar a conversa na ação específica. Coloque-se no lugar da criança: o que gostaria de ouvir se pegassem você inventando uma história?
4. Imitar os pais
Se o modelo principal das crianças são os pais, é óbvio que, se eles têm o hábito de mentir, os filhos certamente vão imitar. Vira solução fácil para os problemas.
>>MELHOR FORMA DE AGIR: aqui o primeiro passo depende da coerência dos pais. Se você quer criar uma criança honesta, precisa conviver com isso. A criança não entende por que o pai diz “mentir é feio” e, depois, quando alguém com quem ele não quer falar liga, o pai pede para dizer que não está. O melhor é evitar essas situações.
5. Esconder angústia e frustrações
A criança pode estar passando por um momento difícil e usa a mentira para acobertar o que não está indo bem.
>>MELHOR FORMA DE AGIR: fique sempre muito atento. Desde situações mais comuns, quando a criança inventa dores frequentes para não ir à escola – e isso aponta que algo não vai bem por lá –, até ela começar a evitar situações que envolvam novidades e expectativas, como um curso novo, uma viagem, dormir na casa de alguém. É por isso que conversar e não reprimir de imediato é tão importante. E, se o problema for específico com a escola, levar o fato até o coordenador ou o professor é fundamental. Se o caso se tornar extremo, procure a ajuda de um profissional.
6. Mentira social
Muito comum na vida adulta, na maioria das vezes tem como intuito não magoar a outra pessoa. É aquela mentira que muitas vezes pode ser encarada como “algo que faz parte da vida”.
>>MELHOR FORMA DE AGIR: mostre para a criança que ela não precisa dizer que adorou o brinquedo que a avó deu, se ela não gostou, mas que ela deve sempre agradecer, porque a avó pensou nela com carinho quando lhe comprou o presente. 
Fonte : Revista Crescer

sábado, 4 de maio de 2013

Comportamento negativo dos pais aumenta risco de a criança se envolver com bullyng

Pesquisadores da Universidade de Warwick, nos Estados Unidos, analisaram informações coletadas por 70 estudos diferentes, de 1970 a 2012, envolvendo mais de 200 mil crianças, para comprovar, mais uma vez, que o comportamento dos pais tem influência direta nas atitudes dos filhos – e que isso pode acontecer para o bem ou para o mal.

Para elaborar a análise, os profissionais dividiram o comportamento dos adultos em duas categorias distintas: o
positivo (que incluiu características como autoridade, comunicação, envolvimento, apoio, supervisão e afeição) e o negativo (como abusos, negligência e superproteção). Em seguida, compararam todos os dados das famílias, chegando à conclusão de que o comportamento negativo dos pais aumenta o risco de a criança sofrer e também praticar bullying.

“As pessoas normalmente assumem que o bullying é um problema das escolas, mas este estudo deixa claro que os pais têm um papel muito importante na questão”, afirmou, em nota, o professor Dieter Wolke, um dos autores do texto. “É vital que todos entendam isso para que sejam feitos programas de intervenção não só nas instituições de ensino, mas também dentro das casas dessas famílias, encorajando as práticas positivas”, completou.

O professor explicou ainda porque a superproteção foi incluída na lista de comportamentos negativos. De acordo com ele, as crianças precisam de apoio, mas não podem ser banidas de todas as experiências negativas. “Quando fazem isso, os pais não deixam os filhos aprenderem quais são as melhores maneiras de lidar com seus problemas e fazem com que eles se tornem mais vulneráveis”, disse.
Fonte : Revista Crescer

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A influência dos tablets no comportamento infantil

Mais da metade das crianças nos EUA têm acesso ao tablet, ao smartphone ou a algum dispositivo touchscreen similar. Para os pais, o amor dos filhos por esses dispositivos levanta uma série de perguntas.
Hoje em dia, as crianças passam muitas horas na frente da televisão e do computador ou jogando videogame. Os neurocientistas pediátricos e pesquisadores que estudaram nelas os efeitos do tempo de tela sugerem que os tablets são um animal diferente.
“Uma criança olha para uma tela de TV 150 vezes por hora”, diz Daniel Anderson, professor emérito de psicologia da Universidade de Massachusetts. Ao longo dos últimos 30 anos, os estudos dele mostraram que os pequenos têm dificuldades em saber para onde dirigir o olhar em uma tela de TV.
Os aplicativos dos tablets, quando bem concebidos, são mais atraentes, porque, muitas vezes, o lugar na tela que uma criança toca é a mesma onde a ação acontece e onde o olhar deve ser dirigido.
Muitos pesquisadores esperam que isso possa ajudar as crianças a aprender. Um estudo patrocinado pelo Joan Ganz Cooney Center, na Sesame Workshop, utilizou o iPod Touch e foi observado nas crianças de 4 a 7 anos de idade melhorias durante um teste de vocabulário, após o uso de um aplicativo educacional chamado “Martha Speaks”. Jovens de 5 a 13 anos que foram testados, atingiram a média de 27% em relação aqueles que não foram estimulados pelo aplicativo. Outro estudo que utilizou um aplicativo educacional diferente teve um resultado semelhante com crianças de 3 anos de idade que apresentaram um ganho de 17%.
De muitas maneiras, a criança que usa um tablet é uma “cobaia”. Enquanto o primeiro iPad foi colocado à venda há dois anos, estudos científicos mostram como tal dispositivo afeta o desenvolvimento dos pequenos entre 3 a 5 anos. Há “pouca pesquisa sobre o impacto da tecnologia como essa em crianças”, dizem os neurocientistas e pesquisadores da educação.
Os tablets permitem que as crianças interajam com a tecnologia em uma idade mais jovem do que nunca. Dedos minúsculos que ainda não tem agilidade suficiente para manipular um mouse ou operar um console de videogame pode navegar uma tela de toque dos tablets.
“Infelizmente, um monte de experimentação da vida real vai ser feito pelos pais de crianças e adolescentes”, diz Glenda Revelle, professora de desenvolvimento humano e ciências da família na Universidade de Arkansas.
Alguns pais facilmente compartilham um tablet com seus filhos e citam os muitos aplicativos comercializados como ferramentas educacionais. Alguns não o fazem e há ainda outras famílias que recorrem a ele como uma ferramenta de último recurso para entreter e acalmar as crianças em viagens de avião, de carro e mesmo em casa.
Na lista de preocupações dos pais sobre o uso do tablet está o sedentarismo e o baixo relacionamento social das crianças. Há também o mistério de saber o que exatamente o uso desse dispositivo causa no cérebro dos pequenos.
O cérebro se desenvolve mais rápido durante os primeiros anos de vida de uma criança. No nascimento, o cérebro humano é formado por cerca de 2.500 sinapses (as conexões neuronais ou das células nervosas). Esse número cresce para cerca de 15.000 mil por célula cerebral até os 3 anos de idade. Nos anos posteriores, o número diminui.
Quanto mais as crianças assistem televisão durante esses anos de formação, mais provável é que elas irão desenvolver problemas de atenção mais tarde. O estudo foi baseado na observação e não em laboratório de pesquisa. Outros estudos não encontraram uma correlação. Embora ela tenha analisado o uso de tablets por crianças pequenas, há suspeita que o efeito possa ser semelhante ou talvez mais significativo. “Um dos pontos fortes do iPad é a interatividade, mas isso também pode ser sua fraqueza”.
Nos EUA, 39% das crianças com idades entre 2 a 4 anos de idade e 52% das crianças de 5 a 8 já usaram um iPad, um dispositivo touchscreen do iPhone ou um similar para jogar jogos, assistir vídeos ou usar outros aplicativos, de acordo com o levantamento no ano passado da Common Sense Media, um grupo sem fins lucrativos com sede em São Francisco. A Apple Store já vendeu mais de 65 milhões de iPads e os analistas preveem que os consumidores comprarão cerca de 120 milhões de tablets da Apple e de outros fabricantes este ano.
“Ele está se concentrando”, diz Sandra Calvert, professora da Universidade de Georgetown. É fisiologicamente a mesma coisa que ele faz enquanto a criança está aprofundada no Lego. Os psicólogos chamam isso de “experiência de fluxo”.
Há uma sutil diferença: a criança decide quando um edifício está concluído, um aplicativo determina quando a tarefa estiver concluída corretamente. Os pesquisadores dizem que não está claro se essa diferença tem qualquer impacto sobre a criança.
Logo, se o nosso filho brincar com tablets, isso pode se tornar uma batalha noturna. “Dá-lhe um esguicho de dopamina”, diz Michael Rich, diretor do Centro de Mídia e Saúde da Criança do Hospital Infantil de Boston, referindo-se à substância química do cérebro, muitas vezes associada ao prazer. Muitos aplicativos para crianças são projetados para estimulá-las continuamente e, portanto, dopamina as estimula a continuar jogando pelas recompensas visuais interessantes, às vezes, imprevisíveis. Aí que pode morar o perigo.
Como se pode ver nesta reportagem, muita coisa não se sabe, outras existem controvérsias, mas, como tudo na vida, agir com moderação, evitar exageros e procurar se informar melhor é sempre o caminho recomendado.
Neste momento, infelizmente, nós pediatras podemos ajudar muito pouco.
Por Dr. José Luiz Setúbal
Fonte: The Wall Street Journal