quinta-feira, 30 de maio de 2013

COI valoriza os Esportes Aquáticos

O primeiro dia de reuniões em São Petersburgo, na Rússia, foi ótimo para os esportes aquáticos. O Comitê Executivo do Comitê Olímpico Internacional baseado nas informações de audiência de televisão, popularidade e retorno de mídia, elevou os esportes aquáticos e a ginástica para o patamar “A” na distribuição de verbas da entidade. Desde 1996, em Atlanta, o atletismo ocupava este patamar isolado, agora, vai dividir a verba maior dos esportes com as duas modalidades.
Foi uma vitória e tanto para a FINA que tem investido um bocado no marketing e tentando abrir os espaços na cobertura de televisão mundial.
A distrbuição de verba pelo COI dividiu as modalidades em cinco patamares:
Grupo A: aquáticos, atletismo e ginástica
Grupo B: basquete, ciclismo, futebol, tênis e vôlei
Grupo C: badminton, boxe, judô, levantamento de peso, remo, tênis de mesa, tiro e tiro com arco
Grupo D: canoagem, esgrima, handebol, hipismo, hóquei, luta, taekwondo, triatlo e vela
Grupo E: golfe, pentatlo moderno e rúgbi
Outra decisão importante do primeiro dia do encontro foi a diminuição da lista de oito para três esportes candidatos a uma vaga nos Jogos Olímpicos de 2020. Os esportes selecionados foram a luta greco-romana, o squash e a combinação de beisebol para os homens e softbol para as mulheres. A decisão final, dos três esportes para o que ganhará a vaga acontece em setembro na cidade de Buenos Aires, Argentina.
Fonte:bestswimming

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Programa Oficial do Panamericano Master de Natação

Faltam sete dias para começar as provas de natação do Panamericano Master. Clique no link abaixo e confira o belo Programa Oficial do Evento, que trás todas as informações necessárias aos nadadores como a programação das provas, itinérarios de ônibus, restaurantes e outras facilidades que se encontram em Sarasota.

Grand Prix de Santa Clara

A partir de amanhã, até domingo, a última etapa do Grand Prix 2012-2013. Última competição nos EUA antes do Trials, os americanos estarão em peso. E não pára por aí não, muitos brasileiros já estão por lá, com alguns integrantes da equipe do Minas Tênis Clube como Felipe Lima e do Corinthians como Leonardo de Deus, além de nadadores da seleção australiana como Emily Seebohm
Dos americanos, pode-se esperar o melhor: Missy Franklin, Jessica Hardy, Allison Schmitt, Natalie Coughlin, Nathan Adrian, Cullen Jones, Tyler Clary, Dana Vollmer e Ryan Lochte.
Cesar Cielo também vai competir, protagonizando uma das provas mais esperadas da competição: os 50 livre. A disputa entre o brasileiro, Nathan Adrian, Anthony Ervin e Cullen Jones promete pegar fogo.
Os 100 costas feminino também uma prova que não se pode perder. O duelo entre Missy Franklin, a campeã olímpica, e Emily Seebohm, a recordista olímpica, é bastante esperado.
Ryan Lochte está inscrito em nada menos que 9 provas. Uma delas por sinal os 400 medley.
Fonte : Swim Brasil

Florent Manaudou nos 100mts nado livre

O recado é bem simples: “Cuidado, Manaudou está investindo também nos 100 livre”.
Em entrevista para o jornal francês L’Equipe, seu treinador Romain Barnier descreve o nadador como uma carta curinga. “Florent tem uma base de velocidade impressionante, além de uma resistência natural. Com um pouco de controle, ele pode tornar-se uma peça curinga”.
Florent tem como melhor tempo 49”24, mas já fechou um revezamento medley para 48”13 esse ano. O próprio velocista diz que tem tudo para nadar para 48”, perigando conquistar uma das vagas do revezamento 4×100 livre, campeão olímpico em Londres. E esse é o objetivo.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Entrevista com Missy Franklin

A americana Missy Franklin acabou de completar 18 anos e já dispensa apresentações. Melhor nadadora do mundo no ano passado, quando conquistou quatro medalhas de ouro e uma de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres, ela também foi indicada ao Laureus, o Oscar do Esporte, como melhor atleta no feminino de 2012, cuja premiação aconteceu em março no Rio de Janeiro. Esse prêmio ela ainda não conseguiu levar – foi conquistado pela britânica Jessica Ennis. Tampouco ela pôde estar presente na cerimônia, impedida pela sua árdua rotina de treinamentos.
Mas certamente ela terá outras oportunidades para conseguir o tão cobiçado troféu. Em parceria com a Laureus, a Swim Channel traz uma entrevista exclusiva com Missy Franklin. Uma parte da entrevista você confere logo abaixo. 
Parabéns pelo ano que teve. 2012 foi o melhor ano de sua vida?
Missy Franklin: 2012 foi um ano que nunca esquecerei. Ter a honra de representar meu país, meu estado, minha escola, meus amigos e minha família foi inacreditável. Colorado passou por uma época difícil, com incêndios devastadores de florestas e um terrível assassinato em massa em um cinema. Nunca conseguirei livrar as vítimas, os familiares e os amigos da dor que sentiram, mas espero que eu tenha os representado bem e tenha os feito sorrir um pouco. Este foi meu objetivo durante os Jogos Olímpicos.
Quais eram suas expecativas quando chegou a Londres?
Missy: Quando eu tinha 12 anos, meu técnico Todd Schmitz e eu fizemos nosso planejamento usual para a temporada. Ele me perguntou quais eram meus objetivos para aquele ano, e eu respondi que queria me classificar para a Seletiva Olímpica Americana. No ano seguinte, me classifiquei par três provas e nadei a seletiva de 2008. Aproveitei cada segundo daquela experiência e sabia que em 2012 eu queria brigar por um lugar na seleção olímpica. Treinei duro todos os dias pensando na Seletiva de 2012. Foi uma honra representar meu país na Olimpíada e usar a bandeira americana na minha touca! Minhas expectativas quando cheguei a Londres era nadar o meu melhor. Sabia que tinha treinado o mais duro que podia e me sentia pronta para competir. Tudo que podemos fazer é nosso melhor. Sabia que se nadasse com o coração todas as vezes que entrasse na piscina, sairia feliz com meus resultados.
Você consegue escolher um momento daquelas duas semanas que você possa dizer que foi o melhor?
Missy: Essa é uma pergunta muito difícil. Gostei de tudo em Londres. Se eu tiver que escolher um momento, diria que o revezamento 4x100m medley, no último dia da natação. Eu estava no revezamento com Rebecca Soni, Dana Vollmer e Allison Schmitt. Todas as equipes na sala de balizamento estavam dançando, cantando e rindo. Sabíamos que seria nossa última prova na Olimpíada. Deixei tudo que tinha na piscina e terminamos com a medalha de ouro e recorde mundial. Foi a maneira perfeita de terminar a competição, com maravilhosas companheiras de time e celebrando com elas uma medalha de ouro para os Estados Unidos.
Você decidiu nadar pela faculdade pelos próximos anos e com isso não receberá prêmios em dinheiro e nem terá patrocínios. Pode falar um pouco sobre essa decisão?
Missy: A decisão de manter meu status de amadora e competir pela high school e pela faculdade não foi fácil. Meus pais e eu conversamos muito nos últimos dois anos e debatemos os prós e contras. Basicamente, tenho apenas 17 anos e não me sinto pronta para encarar a natação como meu trabalho. A equipe é muito importante para mim e gostei muito de ter terminado meu último ano na high school nadando com meus amigos. Também não quero perder a experiência na faculdade de viajar, conviver com outros nadadores e conhecer melhor outras pessoas durante os treinamentos e as competições. Realmente acredito que colegas de equipe podem ser as amigas que se tornarão minhas madrinhas de casamento e madrinhas de meus filhos. Sei que eu poderia ganhar um dinheiro que deixaria minha vida e da minha família mais fácil, mas preciso seguir meu coração e continuar me divertindo com a natação. Acredito que Deus tem seu plano e estou fazendo de tudo para segui-lo da melhor maneira.
Sobre o que Michael Phelps alcançou em sua carreira, o que você pode dizer?
Missy: É quase impossível colocar em palavras o que ele fez pela natação, e não apenas nos Estados Unidos, mas no mundo. Seus feitos são fantásticos. Tenho apenas 17 anos e não posso sequer me imaginar conquistando 22 medalhas olímpicas. É inacreditável! Me sinto abençoada por ter tido a oportunidade de conhecer Michael como amigo nos últimos anos. Ele é um ótimo colega de equipe e sentirei sua falta, não apenas como nadador mas como colega de equipe e amigo.
Você está se tornando um modelo para muitos nadadores jovens. O que acha disso?
Missy: Obrigada por dizer isso! Minha prioridade é ser um modelo não apenas para nadadores mas para jovens atletas de todos os esportes. Deus me deu essa maravilhosa oportunidade e quero deixá-Lo orgulhoso, assim como quero deixar orgulhosos meus amigos, minha família e meus colegas de equipe. Tenho sido muito abençoada e quero usar tudo que posso para inspirar e ajudar as pessoas da melhor maneira possível!
Quem era sua inspiração quando você era mais jovem?
Missy: No esporte, Natalie Coughlin. Ela tem doze medalhas olímpicas e além de ser uma nadadora fantástica, também é uma pessoa humilde com uma ética incrível. Em termos pessoais, minha mãe é minha inspiração. Ela teve uma vida difícil, mas não deixou que nada a segurasse. Ela é médica e deu um tempo na carreira para me ajudar este ano. Minha mãe e eu somos muito próximas e confio nela para tudo.
Fonte: Revista Swim Channel

Parceria entre Paineira e Cesar Cielo

A natação do Paineiras anuncia oficialmente hoje em reunião para os pais de atletas uma parceria que vai trazer o maior velocista do mundo a treinar diariamente no clube. César Cielo a partir de agora, passa a ter a piscina e as instalações de preparação física e musculação do Paineiras como a sua casa nos preparativos até os Jogos Olímpicos do Rio em 2016.
Cielo já esteve no clube fazendo alguns treinos antes de viajar para os Estados Unidos onde cumpre um training camp no Arizona e onde compete esta semana no Grand Prix de Santa Clara.
Mas não é só isso que movimenta a natação do Paineiras. A partir do segundo semestre, a equipe contará diariamente com a presença de um biomecânico na borda da piscina, além de um psicólogo do esporte e um nutricionista em tempo integral a serviço da equipe. Na estrutura, o clube inicia ainda este ano a construção da nova piscina de 25 metros afim de passar a receber eventos de grande porte.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Vingadores ou Homem de Aço ?



Vale mais a pena incentivar os filhos a praticar esportes coletivos ou individuais?
Os filhos começam a crescer e nós, como esportistas queremos que eles comecem a praticar algum esporte seriamente. Nessa hora aparece aquela dúvida: que esporte será melhor para os meus filhos? Devo incentivá-lo a jogar futebol, basquete, vôlei ou pólo aquático? Devo buscar uma boa equipe de natação, um bom técnico de tênis ou uma excelente equipe de ginástica?
Os pais buscam sempre o melhor para os filhos e também, como bons pais-corujas, querem ver o filho se destacando em suas atividades. O que eu acho legal do ambiente esportivo é que as crianças vão criando laços de amizade e vão aprendendo a ter objetivos comuns, crescendo num ambiente saudável e isso é o que vale para essa fase da vida, não importando se a prática é de um esporte coletivo ou de um esporte individual.
Eu enumerei alguns motivos para eu preferir os esportes coletivos:
  • O espirito de equipe é muito forte – a superação individual é grande para fazer o time vencer
  • As competições são mais animadas – as torcidas vibram muito mais e incentivam seus times
  • As competições são mais dinâmicas – os eventos têm uma duração curta e previsível, você sabe quando o seu filho vai jogar e o evento leva menos de uma hora
  • As competições são mais emocionantes – jogos disputados são muito legais de assistir, sendo uma ótima diversão para os atletas e para a torcida
Eu enumerei também alguns motivos para eu preferir os esportes individuais:
  • Todos participam – em competições todos têm a oportunidade de dar o seu máximo e têm o seu momento de glória. Ninguém fica no banco sem participar.
  • Os astros e os pebas têm o seu momento de glória – se o atleta é bom, ele vibra por ganhar uma medalha e se o atleta é peba ele vibra por melhorar o seu tempo
  • Juntar o grupo para treinar é mais fácil – é possível fazer bons treinos com mais um ou dois companheiros de equipe, não precisando juntar 10 ou 12 para treinar
  • Contusões são menos frequentes – apesar das lesões por esforços repetitivos, contusões por impacto não ocorem, possibilitando uma prática do esporte mais saudável e duradoura
  • Objetividade – é mais fácil saber quem é o melhor, pois o relógio mede o desempenho, não dependendo de critérios subjetivos para fazer parte do time
Existem também pontos negativos nos esportes coletivos e nos individuais, porém listei apenas os pontos positivos que eu considero importantes para mim. E para você, o que pesa mais nessa hora?
Minha conclusão é que quem manda mesmo é quem pratica o esporte, ou seja, a criança deve decidir o que é melhor para ela. Como pais nós podemos orientar e direcionar um pouco essas escolhas, incentivar nos momentos onde dá vontade de desistir e torcer muito pelos nossos pequenos esportistas. Ao meu ver, devemos dar a oportunidade para nossos filhos decidirem o que eles gostam de fazer, para que o esporte seja prazeroso para eles, proporcionando um ambiente saudável para desenvolver grandes amizades e fazer com que eles queiram praticar atividades físicas por toda a vida.
Fonte : epichurus