sexta-feira, 18 de maio de 2012

Olimpíadas Escolares no Jornal Nacional - parte 2


Na terceira reportagem exibida nesta quinta-feira (17/05), o repórter César Augusto mostrou que o esporte nas escolas é uma receita comum a três potências esportivas do planeta.


Uma das indústrias mais fortes da China é a que fabrica campeões. A matéria prima é garimpada bem cedo. Com 6 anos de idade, os alunos são selecionados de acordo com o biotipo, aptidão e interesse pelo esporte. Se aprovados são convidados para estudar em um colégio esportivo, custeado pelo governo.
Um dos colégios, em Pequim, tem 500 alunos. O técnico de tênis de mesa do local explica que na China eles consideram que a melhor idade para começar a fazer um atleta de ponta é entre 6 e 8 anos. Para isso, espalhadas pelo país existem 310 escolas esportivas; 130 mil jovens chineses frequentam atualmente esses centros.
As crianças pela manhã, estudam as disciplinas regulares em sala de aula. À tarde, são três horas de treino todos os dias. Por sinal, quem se destaca ou vence as competições entre escolas esportivas que são realizadas todos os anos, é automaticamente convidado a integrar a seleção da modalidade que pratica.


Outra potência esportiva mundial é a Rússia. Visitamos uma das escolas de reserva olímpica de Moscou. Existem quatro destas na cidade; 36, no total, espalhadas pelo país. A seleção dos alunos não é feita tão cedo. Acontece na adolescência, aos 14 anos. O diretor da escola diz que existem observadores acompanhando todas as competições realizadas nessa faixa de idade.
Os destaques são convidados para passar por avaliações especiais. Só depois é decidida a entrada ou não dos jovens nas escola.
Dezenove modalidades esportivas são praticadas no centro. e metade dos 320 alunos que estudam no local faz parte de alguma seleção do país. É o "jeitinho" russo de se criar campeões


Nos EUA, visitamos uma escola com currículo padrão para ver como o esporte é tratado por lá. A escola pública para jovens de 14 a 17 anos tem 1,8 mil estudantes. Além da educação física, que é uma disciplina obrigatória, 580 jovens praticam algum tipo de esporte na escola.
A escola conta com campos, quadras e ginásios para a prática de 31 modalidades esportivas. Uniformes, equipamentos, tudo organizado e cedido para os alunos, que não pagam nada para estudar lá. Para entrar na escola, basta ser morador da cidade. Uma cidadezinha pequena de 30 min habitantes, no estado de Nova Jersey.
O diretor de esportes da escola diz que o esporte é tratado com a importância que merece. Ele fala sobre uma pesquisa que mostra que jovens que praticam esporte vão melhor na escola do que os que não praticam. Ser craque lá, nessa fase da vida, pode não significar um bom salário, mas representa uma enorme economia para os pais.
Uma jovem diz que o esporte pode garantir uma bolsa de estudos na universidade dos sonhos. Sem isso, muitos pais não teriam condições de pagar a mensalidade de uma boa faculdade, que gira em torno de R$6 mil por mês. E essa é só uma escola pública entre milhares espalhadas pelos EUA.
Fábrica de craques. Celeiro de campeões. Jovens que vivem em países considerados potências esportivas. Países que já aprenderam que vitórias começam na sala de aula.

Fonte : www.G1.globo.com

Nota: por motivos contratuais, o vídeo dessa reportagem não pode ser exibido na internet.



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